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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Denúncia - As ilegalidades do IEFP

Ao demitir cerca de 800 técnicos a recibo verde, o IEFP demite-se a si próprio da sua responsabilidade social e da legalidade que se esperaria de um organismo do Estado e lança 800 famílias no desemprego, na total ausência de direitos, mesmo depois de descontarem fortunas para a segurança social.
Por sua vez, os profissionais que estavam a contrato foram dispensados em cima da hora e o IEFP recusa-se a pagar as compensações que lhe são devidas por lei.
Há toda uma atitude incompreensível de transgressão da lei por razões absolutamente economicistas que atropelam os mais elementares direitos laborais dos cidadãos. Há que denunciar estas arbitrariedades de forma tão reiterada como eles estão a atingir um milhar de famílias que exerciam as suas actividades profissionais para, ironicamente, o Instituto de Emprego e Formação Profissional.
Um Estado que quer ser respeitado tem de respeitar os cidadãos em primeiro lugar. Afinal, que devem estas pessoas fazer, quando é o Estado o primeiro a infringir a lei?
Incentivamos os leitores deste blog a deixarem as suas opiniões e sugestões e a divulgar esta ilegalidade por todos os meios que considerem apropriados.

sábado, 28 de janeiro de 2012

A Plataforma 15 de Outubro e o Movimento Estudantil

Foi há precisamente uma semana que se realizou, entre o Marquês de Pombal e São Bento, a marcha da indignação, convocada pela Plataforma 15 de Outubro. Embora a afluência não tenha sido a mais desejada, as quatro mil pessoas que compuseram a manifestação fizeram dela uma acção verdadeiramente dinâmica e combativa, fruto de uma revolta impossível de recalcar ou silenciar. Vivemos tempos conturbados, tempos que representam um retrocesso histórico sem precedentes em Portugal, marcados por incessantes ataques aos direitos e conquistas da classe trabalhadora. É, definitivamente, um pacto de agressão que nos é imposto, com a justificação de que só assim reequilibraremos as contas e pagaremos a dívida pública, mas que não passa, afinal, de uma chantagem. Uma chantagem imposta aos povos para garantir os lucros de agiotas e grandes empresários, de especuladores financeiros que vilipendiam aqueles que menos têm, obrigando a população a acatar violentíssimas medidas de austeridade que lhe destroem a vida e os sonhos, que a empurram para a pobreza e miséria. Sugam-nos até ao tutano, enquanto banqueiros e grandes capitalistas sonegam e fogem às obrigações fiscais, transferindo o seu capital para países com regimes fiscais mais suaves. A (des)ajuda externa é o espelho desta injustiça e palco do roubo desenfreado. Para pagar o empréstimo ao FMI tiram-nos salários, sobem o preço da electricidade, da água, dos transportes, das rendas, dos hospitais, das escolas. Para pagar uma dívida espúria, dizem-nos que vivemos acima das nossas possibilidades. Tremenda mentira. A plataforma 15 de Outubro surgiu como um movimento que se propunha a lutar contra estes incontáveis ataques, que pretendia combater o saque e a perversidade do sistema capitalista. Emergindo por fora dos aparelhos sindicais tradicionais, (que, ao invés de acirrarem os enfrentamentos, vislumbram a luta como um mero ritual de sábado à tarde) a plataforma propunha-se a batalhar por uma alternativa. A manifestação de 15 de Outubro foi disso exemplo: com uma assembleia popular de mais de 30 mil pessoas, serviu para provar que o povo está disposto a sair à rua e lutar para parar a exploração, e que muitas vezes são as direcções sindicais, burocratizadas, quem atrasa a vontade dos trabalhadores. Foi esta mesma pressão popular que obrigou a CGTP e a UGT a convocar uma greve geral para dia 24 de Novembro , e foi graças à plataforma que se realizou uma manifestação nesse mesmo dia, com cerca de 7000 pessoas, progredindo mais um passo na luta contra a austeridade. No entanto, e com o apoio popular que a plataforma tem tido, é ainda notória a pouca afluência de estudantes ao movimento. Não significa isto que estão livres de cortes nos seus direitos: a nível do ensino superior, as propinas continuam a aumentar e as bolsas a regredir, sendo quase necessário apresentar um atestado de miséria para garantir esta ajuda. Só no primeiro semestre deste ano lectivo, já mais de 6000 alunos desistiram do Ensino Superior por falta de condições financeiras. Urgem também os casos de alunos com fome, que têm de optar entre comer ou estudar. O orçamento de Estado para o Ensino Superior reduz-se drasticamente, votando as faculdades a uma evidente deterioração física. O desconto no passe escolar é igualmente retirado, impedindo os estudantes de beneficiarem de uma deslocação mais barata. Então por que razão os estudantes continuam sem engrossar a plataforma? Será que estão demasiado apáticos para se preocuparem com as lutas? Não creio. Aquilo que os desmobiliza são as próprias direcções estudantis, que preferem canalizar o descontentamento para acções pontuais, alimentando a estratégia da divisão de lutas. “Se somos estudantes, não nos podemos juntar a um protesto de trabalhadores e desempregados!”, apregoam as direcções. Senão vejamos: a 29 de Novembro, quatro dias após a Greve Geral, realizou-se uma manifestação de estudantes que desembocou em São Bento, e a 25 de Janeiro, quatro dias após a Marcha da Indignação, convocou-se um protesto de estudantes que juntou cerca de 50 pessoas, e que consistiu em andar de metro entre a Cidade Universitária e Entrecampos. Será esta a estratégia mais adequada? Eu digo que não. Afinal o objectivo é derrotar as medidas de austeridade e impedir que a exploração prossiga (situação que também afecta os estudantes) ou manter a divisão de lutas, com o pretexto de que o combate dos estudantes é diferente do dos trabalhadores? Só com unidade podemos derrotar a austeridade. Trabalhadores, desempregados, jovens, estudantes. Todos juntos, temos mais força. É por isso que convido tod@s os estudantes a engrossarem a plataforma 15 de Outubro, composta por trabalhadores, desempregados e jovens, no combate pelo recuo dos ataques impiedosos de que estamos a ser alvo. Amanhã, 15H, na casa do Brasil (Rua Luz Soriano), realiza-se um plenário do 15 de Outubro, para discutir a continuidade plataforma. Apareçam. Porque nós, estudantes, também somos afectados por esta bola de neve. E de que maneira!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MANIF 21 JANEIRO – PLATAFORMA 15 DE OUTUBRO

A Plataforma 15 de Outubro saiu novamente à rua e a Assembleia Popular foi um sucesso.
Apesar de todas as adversidades, desde o boicote à divulgação da Manif com centenas de cartazes arrancados até à tentativa de desmobilização sentida no início da manifestação com a ingerência de um grupo de extrema-direita, a Assembleia Popular realizou-se com a presença de 2000 pessoas.
Foi uma assembleia com mais de 50 intervenções, sempre entusiastas, e decorreu de forma absolutamente democrática e pacífica.
A polícia esteve mais uma vez presente com um contingente extremamente exagerado, sendo que se contaram 40 carrinhas da polícia de intervenção numa nova exibição de efectivos. Contudo, não intimidam quem está de consciência tranquila na livre expressão do seu direito.
De lamentar que após as sete detenções a pretexto do derrube das barreiras que já se provou terem sido agentes infiltrados a fazer, nenhum dos fascistas que atearam os verylights na rua Braancamp foi detido… apesar do perigo real que representaram.
Estaremos nós a assistir à paulatina transformação da polícia de segurança pública numa “polícia de regime”? Existem claramente dois pesos e duas medidas, resta esperar para ver.
A Plataforma está de Parabéns.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A FRAUDE DA NOVA LEI LABORAL

A protecção ao desempregado é um dos pilares do estado social e um dos pilares da democracia pois foi criado no pós 25 de Abril, mais exactamente pelo
decreto-lei n.º 169-D/75, de 31 de Março, tem sido um garante da estabilidade social e da protecção dos mais desfavorecidos num momento de fragilidade.
Em termos económicos é chamado de um “estabilizador automático” pois tem em vista estabilizar o rendimento das pessoas para que não caiam na mais extrema pobreza e fiquem sem qualquer apoio. Deste modo actua como uma rede de segurança para quem fica desempregado. Nos últimos anos temos vindo a assistir a uma destruição progressiva de todas as conquistas do 25 de Abril de 1974, que se tem acentuado no último ano e que se continuará a acentuar. O mais recente ataque a esta prestação que garante que as pessoas não caiam na maior pobreza vem disfarçada de uma grande ajuda…pois vamos lá desmistificar as medidas.
Partiremos de um exemplo de um trabalhador que receba de salário mensal 500 euros:
500 x 14 = 7 000
7 000 / 360 = 19,44
65% de 19,44 = 12,64
12,64 x 30 = 379,1
Subsídio de desemprego: 419,22 euros por mês (o Indexante de apoios sociais (IAS) é o valor mínimo)
Portanto o subsídio de desemprego ficará pelos 419,22 euros, mas com esta proposta o trabalhador é incentivado a aceitar uma proposta que fique abaixo do subsídio de desemprego e como “incentivo” tem que continua a receber 50% do respectivo subsídio durante 6 meses…e 25% nos restantes 6 meses. Após este período de 1 ano fica com o salário nominal que a empresa lhe ofereceu inicialmente. Uma conta básica leva a perceber que está em preparação a maior redução salarial alguma vez preparada. Senão vejamos:
419,22 * 0.50 = 209,61
419,22 * 0.25 = 104,81
Portanto com a obrigatoriedade de aceitar abaixo do que está a receber um valor inferior ao subsídio de desemprego, teria de ser por exemplo 400 euros.
Nos primeiros 6 meses a pessoa iria receber:
400 + 209,61 = 609,61
À primeira vista parece positivo...agora vejamos nos 6 meses seguintes:
400 + 104,81 = 504,81
Continua a parecer positivo mas após o período terminar o vencimento será de 400 euros, o que representa uma perda salarial de 100 euros se tivermos em conta o salário antes de ficar desempregado. Isto associado à maior facilidade em despedir vai representar a maior desvalorização salarial alguma vez posta em movimento. Por ser possível descer ainda mais o salário, dependendo do valor inicial da oferta. Imaginado que o valor final da oferta durante os 6 meses perfaz o valor do salário mínimo, podemos chegar a um número final arrepiante de salário final…275,39 EUROS de salário mensal após finalizado o apoio social.
O contra-reaccionário insurge-se contra esta mudança na prestação que garante a segurança financeira e social dos desempregados e que este ataque representa o mais vil retrocesso social alguma vez experimentado. Estaremos na rua a combater estas medidas!! Dia 21 de Janeiro MARQUÊS DE POMBAL 15H! AS RUAS SÃO NOSSAS!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A suspensão é o caminho!

Éric Toussaint, reputado professor universitário da Universidade de Liège, especialista nas questões da dívida e membro do Comité para a Anulação da Dívida no Terceiro Mundo, CADTM, que esteve envolvido na auditoria à dívida do Equador deu, recentemente, uma entrevista para o jornal “Público” onde expõe, preto no branco, às questões da dívida pública e a questão da legitimidade ou ilegitimidade da dívida soberana e do “pedido de resgate financeiro” à Troika. Fica assim claro que a reestruturação não é opção, restando apenas a opção da suspensão do pagamento, nas palavras do próprio especialista “Na história da dívida, a reestruturação corresponde a uma operação totalmente controlada pelos credores. Quando o devedor quer tomar a iniciativa, tem de suspender os pagamentos da dívida, para obrigar os credores a sentarem-se à mesa e discutir condições.”. Isto levanta a questão de como a esquerda em Portugal está a lidar com a situação, propondo a reestruturação da dívida, uma operação que é totalmente controlada pelo credores e que limita a liberdade das políticas que podem vir a ser adoptadas. Deste modo, tanto o PCP como o BE estão a defender os mercados que tanto criticam e tornaram-se partidos Pró-Capitalismo defendendo o mesmo que Mercozy (a reestruturação). A reestruturação apenas permitiria pagar a dívida durante mais tempo, diminuindo o valor anual dos juros…mas aumentando o valor final. A solução, inclusive defendida por este especialista, seria o rompimento com a Troika que aliado à suspensão do pagamento poderia dar mais soluções para a resolução dos problemas o país. Só essa solução permitiria ter força suficiente para negociar um acordo vantajoso e que permitisse fazer crescer a economia, em vez de destruir o que resta do estado social.
Para que fosse possível defender com força esta opção de suspensão era essencial que os partidos da esquerda se unissem e propusessem políticas de rompimento com o sistema e não propostas de aligeiramento do sofrimento.
O contra-reaccionário vem por este modo propor e defender de forma activa o lançamento de uma plataforma de esquerda que englobe PCP, BE, MRPP, POUS e todos os partidos de esquerda, sem ser PS, que se proponham a romper com o sistema. Só uma plataforma comum permitiria constituir uma séria candidatura a ser governo e a mudar a actual situação.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Austeritarismo - Nova forma de guerra

Os países, sobretudo os Europeus, estão a experimentar um novo tipo de guerra nunca antes visto. As guerras costumam caracterizar-se por serem protagonizadas por exércitos e material bélico dos mais variados géneros. Mas este novo tipo de guerra dispensa os instrumentos tradicionais, apostando na guerra social como forma de ganhar uma maior margem de lucro explorando os já explorados. Esta guerra social a que estamos a assistir pode, à primeira vista, não parecer tão agressiva como uma guerra militar, mas a agressividade é igual ou ainda pior. Enquanto numa guerra praticada por exércitos o povo sabe que se está a travar uma guerra, esta que está a ser travada agora é na sombra, ceifando vidas também. Na Grécia, país em que a guerra europeia começou primeiro, e em que está numa fase mais avançada já há famílias, que eram consideradas de classe média, que são obrigadas a entregar os próprios filhos a instituições devido a não terem como os alimentar. Outros morrem de fome. São todos os dias milhares de vidas são roubadas por políticas que tiram às pessoas de menores rendimentos aquilo que já não possuem, deixando-as no limite da sobrevivência. A Europa está a ser arrastada para um mundo de trabalho gratuito, de perda de direitos básicos (como a saúde e a educação) e de precarização da vida, com todas as consequências nefastas que pode ter neste espaço e as repercussões no mundo inteiro. Este sistema que é completamente injusto e incapaz de gerar bem-estar social para uma camada alargada da população, é o mesmo sistema que paga ordenados milionários a gestores e que deixa morrer pessoas por falta de assistência na saúde ou por falta de comida. O exemplo mais flagrante (no momento) é os mais de 600 000 euros que o ex-ministro das finanças de Cavaco Silva, e directamente responsável por boa parte da dívida pública que existe, vai ganhar por “supervisionar” a EDP. Este valor anual daria para pagar o salário mínimo a cerca de 100 trabalhadores, com os 12 meses de salário e incluindo subsídio de férias e de natal. O problema aqui não está apenas na imoralidade, mas sim no que somadas todas as declarações dos “responsáveis” governamentais se vem a concluir. Este governo procura elogiar a pobreza (infame!!) ao mesmo tempo que distribui “tachos” por todos os amigos do governo. E já nem tentam disfarçar o facto de, nas nomeações e privatizações, só estão incluídos membros de cartão Laranja ou Azul, pessoas essas que são responsáveis imediatos pelo estado da economia portuguesa.
É urgente que todas as pessoas se mobilizem a elas próprias, aos seus familiares e amigos para combater esta que é a primeira grande guerra do século XXI, a guerra social em larga escala que nos propõe voltarmos 200 ou mais anos atrás na história e que não põe a escravatura de parte, tornando-a numa opção imediata como se comprova quer pela meia hora extra por dia, quer pelos programas de “voluntariado” que substituem trabalhos remunerados. Esta é a nova guerra que está a ser travada e todo o povo se deve combater, o inimigo comum é este sistema que nos oprime, nos invade as casas para nos roubar e o qual não podemos denunciar como criminoso! O único lugar para mostrarmos que estamos fartos deste sistema, que não o queremos é na rua, protestando e exigindo o que nos é devido por direito. Por tudo isto espero que se juntem ao Contra-Reaccionário e ao 15O no dia 21 de Janeiro (Marquês de Pombal 15h) nesta luta. Mais vale lutar agora do que lamentar depois!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TRAGÉDIA GREGA E SUA ROTA RUMO A TERRAS LUSAS

É do conhecimento público, foi noticiado na imprensa e transmitido nas televisões. Primeiro, foram as crianças gregas que começaram a desmaiar nas escolas por não se alimentarem, algumas há vários dias. Agora são os pais que, ao arrepio dos mais elementares direitos do ser humano, se vêem obrigados a desfazer a família, com tudo o que isso significa, e entregar os filhos a instituições por não terem meios para os alimentar.
Que sistema é este que aniquila o núcleo fundamental de toda a humanidade desde os primórdios dos tempos que é a família? Que sistema é este que põe em causa a própria sobrevivência da espécie? Que sistema é este que condena crianças inocentes à miséria e ao sofrimento?
A vida já não era fácil para os gregos mas a progressão do ‘austeritarismo’ está a chegar ao inconcebível… e a ganância das troikas não recua perante nenhuma realidade por mais arrepiante e cruel que ela seja na sua sede vampiresca pelo lucro.
E não tenhamos ilusões, pois a sua ascensão por terras lusas prossegue a um ritmo alucinante com despedimentos em massa, uma taxa de desemprego sem precedentes, fome e miséria cada vez mais evidentes em cada esquina e em muitos lares, mães e pais de família a braços com a ausência de meios para sustentarem a sua família… vamos a caminho da tragédia grega a Passos muito largos.
Se nada for feito, acontecerá aos portugueses o mesmo que aos gregos. E nós? Vamos permitir que tal aconteça, seremos espectadores passivos da destruição da nossa sociedade pela ganância do capitalismo liberal selvagem?
Os bancos cada vez têm mais dinheiro e cada vez querem ter mais dinheiro, as grandes multinacionais exploram cada vez mais os trabalhadores, que exercem funções em horários de trabalho cada vez mais extensos e mal remunerados. A conquista das 8 horas de trabalho que data de há mais de cem anos acaba de cair por terra. Os pais deixam os filhos entregues a si próprios com todos os riscos sociais que tal acarreta. A escolaridade é cada vez mais uma miragem pois os encarregados de educação não têm meios para custear a educação dos educandos.
Na saúde, as taxas estão a atingir valores incomportáveis para os baixos salários auferidos. A oferta por seu turno é igualmente cada vez menor. O recurso à medicina privada é proibitiva devido ao seu custo, o que significa que haverá gente a morrer por falta de cuidados de saúde.
Está, no entanto, provado que os recursos mundiais e a tecnologia actual são mais que suficientes para chegar a todos os seres humanos do mundo. Como chegámos a este ponto?
Porque o sistema favorece a ditadura dos mercados e o poder corrupto que a serve!
Exijamos que se pare de tratar os mercados como gente e gente como lixo!
DIA 21 DE JANEIRO DE 2012 SAI À RUA PARA EXIGIR JUSTIÇA! COM O CONTRA-REACCIONÁRIO E COM O 15O!
AS RUAS SÃO NOSSAS!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Confusão Social


Na nossa História mais recente, (últimos 100 anos), já passámos por diversas fases. A Primeira República onde eram permitidos os partidos e havia eleições livres, o Estado Novo em que não eram permitidos mais partidos além da União Nacional, e neste momento estamos na chamada Terceira República onde de novo são permitidos partidos e cada um pode ter a sua ideologia. Até aqui tudo bem, a questão que se põe é o que leva as pessoas a desprezar tudo o que é ideologia e tudo o que é partidos metendo “tudo no mesmo saco”.
Desde 1976 que somos governados por uma troika de partidos que apenas têm desgovernado e vendido o país ao desbarato. É como na história de Pedro e do lobo, em que os partidos do poder gritam que eles é que sabem governar, entrando um após o outro e deixando tudo pior do que estava. Este desvario leva as pessoas para o discurso do “são todos iguais” em que se mete “no mesmo saco” quem fez mal (e já lá esteve muito tempo) com quem nada fez, porque nunca lá esteve. Mas o mais imperceptível é o facto de haver quem, não apresentando razões lógicas, diga que algo não presta apenas porque é diferente ou porque ouviu dizer que é mau. O actual anti-partidarismo, embora possa ter uma face positiva pelo repúdio aos partidos que têm governado nas últimas décadas, é profundamente negativo pois não dá como solução nada de viável. Apresenta como solução acabada o não aos partidos sejam eles partidos que defendem o capitalismo selvagem, o capitalismo liberal, socialismo, ou qualquer outra ideologia, não propondo nada viável como solução. Ao invés de defenderem que algo diferente governe os destinos de uma nação, de um mundo, dizem não a tudo, abrindo caminho a mais uma vez a uma ditadura em que todos os partidos e ideologias sejam proibidos abrindo caminho a uma ditadura de “unidade nacional” onde não há mais nada além de os senhores tecnocratas que decidem o futuro do país.
O ódio cego mostrado às ideologias comunistas/socialistas em Portugal, tão mal representadas, leva a que mais tarde ou mais cedo, e sem querer ser catastrofista, se venha a instituir uma ditadura de estilo fascista conservador onde toda a forma de pensar diferente seja proibida e o pensamento reinante seja o pensamento de classe alta (sim, não se duvide que os partidos neo-liberais têm pensamento de classe… de classe alta, burguesa, desprezando as classes média e baixa).
Deste modo, o Contra-Reaccionário deixa aqui um vigoroso apelo a que não se deixem “engolir” pelo conformismo, pelo anti-partidarismo primário e que cada um pense por si. Que cada um pesquise o que cada partido e cada ideologia defende, e que não procurem o facilitismo de dizerem não a todos.
Dia 21 de Janeiro o Contra-Reaccionário estará na rua na Marcha da Indignação (a sair do Marquês de Pombal às 15h) e conta com toda a gente para que mostrem que cada um pensa pela própria cabeça e que nega o anti-partidarismo primário e que digam não a estes governos PS/PSD/CDS que têm trabalhado arduamente para a destruição de um país e a sua venda a preços de saldo.
AS RUAS SÃO NOSSAS!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

OPORTUNIDADES PERDIDAS

1000 pessoas lançadas para o desemprego de uma vez só… pois é verdade. Para fechar um programa de um governo anterior como por uma vingançazinha de escárnio. Anos de experiência e de trabalho em educação e formação de adultos deitados para o lixo em nome de uma sangria sem parança…

O governo da ‘austeridade’ anda a passos largos para a privatização de tudo quanto é sector estratégico e fundamental ao arrepio do interesse maior do povo e da nação e com único benefício visível o lucro de interesses privados e/ou estrangeiros. Privatizou a EDP vendendo a empresa a uma empresa do estado chinês.

Ao mesmo tempo, o governo decide “reorganizar” o programa Novas Oportunidades, começando com a não renovação do contrato de 214 profissionais RVCC e deixando assim cerca de 800 técnicos à beira de um desemprego a muito curto prazo. Estes técnicos estão em regime de prestação de serviços a recibo verde, o mesmo é dizer que virão para o desemprego sem quaisquer direitos, pessoas que são gente, com família e com vida! Mas nada disso demove o governo porque o ultra-liberalismo de que está imbuído trata os mercados quase como divindades e as pessoas como lixo.

O programa tem os seus defeitos e carece de melhoramentos, sem dúvida, e a aposta na formação profissional é fundamental para o país mas a qualificação obtida ao longo da vida não pode ser ignorada!

Quer parecer aos olhos do mundo que Pedro Passos Coelho está muito mais empenhado em apagar todas a pegadas socialistas do que em qualificar os portugueses, melhorar o programa e apostar na Educação, pilar basilar de todas as sociedades desenvolvidas. Aposta em modelos estafados, que já se provou que não funcionam em vez que aproveitar o muito que já se andou em benefício do povo. O povo é, então, a última das preocupações do primeiro-ministro.

Além disso, o governo dá (mais) uma prova de irresponsabilidade. Em vez de acautelar os interesses das pessoas (outra vez…), suspende e fecha serviços sem estar apto a apresentar alternativas.

Os CNO suspendem a actividade uma vez que ainda não saíram os resultados de um concurso e por falta de um estudo que peca por obviamente atrasado e duvidoso quanto à sua honestidade e eficiência. Se primeiro havia que estudar se os CNO mereciam ou não a confiança do povo, o estudo deveria ser terminado com os centros em pleno funcionamento.

Estão também a ser eliminadas figuras importantes dos processos como as profissionais RVCC já referidas.

Se o governo estivesse de facto concentrado em servir o povo e dar-lhe ferramentas de emprego certamente agiria de forma bem diferente e apresentaria soluções mais do que eliminaria um programa pela cor política de quem o desenvolveu.

Se não gostas do que está a acontecer, se estás farto de não ter investimento real na educação em Portugal, sai connosco e com o 15O à rua a 21 de JANEIRO! DIZ BASTA DE ROUBO! AS RUAS SÃO NOSSAS!

Sem Oportunidades

Acabaram-se as oportunidades para um governo que desde que foi eleito (e inclusive antes) sempre pensou em como melhor roubar o seu próprio povo e em vender ao desbarato todo o património e riquezas nacionais a entidade estrangeiras. Desde há alguns anos que o interesse do povo português tem sido posto de lado e alienado ao desbarato a um qualquer comprador, sem garantias de que se pagará no futuro um preço justo pelo serviço/mercadoria. O caso mais recente foi vender a participação do Estado Português à empresa ESTATAL China Three Gorges por um preço que visto de qualquer perspectiva é completamente irrisório. O que não é dito pela comunicação social é o facto de termos ficado sem qualquer participação na eléctrica Portuguesa, quando os 3 concorrentes:Eletrobras, E.ON e China Three Gorges, são as 3 empresas Públicas,isto é, controladas maioritariamente ou totalmente pelo Estado respectivo. Mais uma vez foi feito um negócio ruinoso para Portugal.
Outro dos problemas que estão a ressurgir é a falta de investimento em sectores estratégicos para o crescimento de um país, como por exemplo a educação. A recente notícia que os centros novas oportunidades (CNO) irão fechar ou converter-se alguns em Formação profissional é a prova final de que este governo procura de todos os modos possíveis eliminar toda e qualquer forma de programa que tente levar as pessoas a pensar. Pois estamos num país em que a falta de investimento na educação, numa educação de qualidade levou a que muita gente, embora já não seja analfabeto no sentido de não saber ler, é no sentido de não saber fazer mais nada, não sabendo sequer interpretar um simples texto. A este governo dá muito jeito a que as pessoas não pensem, não reajam…que ajam como simples robôs autómatos e fiquem a pensar que a culpa de se ter durante décadas seguido políticas erradas, eternamente perpetradas por governos PS, PSD e CDS alternadamente ou em conjunto é sua e não de quem planeou durante anos este estado de desgraça social e de pobreza geral. Para a verdadeira evolução de um país, económica e socialmente, é necessário evoluir o conhecimento e só se evolui o conhecimento apostando fortemente na educação, tanto dos mais novos como dos mais velhos.
É essencial que todas as pessoas que estejam de algum modo ligadas ao sistema educativo não fiquem paradas e se mexam no sentido de evitar a desgraça nacional que será ter-se um país a regressar ao nível de analfabetismo apenas visto em tenebrosos tempos em que para se comprar um simples pão se tinha de esperar horas, tempos que se viveram à pouco mais de 60 anos. Por isso lanço um apelo a todos os estudantes do ensino básico, do ensino secundário, do ensino superior que promovam acções em nome de um ensino melhor, de mais investimento. Aos estudantes do ensino superior deixo um apelo em especial, o de cortarem relações com as associações de estudante bolorentas que apenas pensam em como melhor fugir ao fisco (exemplo: Saco azul da Associação Académica de Lisboa via ex-Presidente Luís Castro) e em alienar os estudantes da realidade. Realidade essa que tem forçado milhares de estudantes a abandonar os estudos.
Se queres um país melhor, se não concordas com negociatas, sacos azuis, maus representantes DIA 21 de Janeiro A RUA é TUA!! Marquês de Pombal 15h